Os italianos formaram um grupo muito notório de imigrantes no Brasil no decorrer do século XIX, tornaram-se, em alguns momentos, mais numerosos na chegada ao país do que os imigrantes portugueses, tão ligados historicamente a nós. O impulso no Império pela atração de estrangeiros com o intuito de empregá-los nas lavouras de café, em núcleos coloniais ou nas nascentes indústrias foi a tônica da segunda metade do século XIX, quando a sociedade começou a apontar efetivamente para o fim do regime escravista.
A Imigração Italiana no Sul do Brasil é de grande destaque entre todo o fluxo imigratório que marcou o século XIX, naquela região desenvolveram diferentes formas de ocupação do território, empregando-se em diferentes atividades.
Em Santa Catarina a presença mais significativa dos italianos foi no sul do estado, muito pela expansão daqueles que vinham do Rio Grande do Sul. Foram criadas várias colônias italianas em torno de cidades como Blumenau e Brusque. Blumenau, à época, era colônia alemã e teve a sua volta a formação das colônias Rio dos Cedros, Rodeio, Ascurra e Apoiúna.
Já no Paraná, os colonos italianos pioneiros estabeleceram-se na região litorânea, em 1878. Entretanto, Curitiba os atraiu e levou grande quantidade de italianos para a cidade e a região em torno. Como o Paraná faz fronteira com São Paulo e este integrava o cinturão que produzia o principal produto de exportação do Brasil na época, os italianos do Paraná foram, em grande parte, empregados nas lavouras de café.
Não só na região Sul do Brasil estiveram os imigrantes italianos, foram uma corrente imigratória de notória expressividade no Brasil. Ocuparam todas as regiões do Brasil, até mesmo locais longínquos como o Amazonas. A influencia da cultura e da presença italiana está expressa, entre outras coisas, na grande quantidade de sobrenomes italianos existentes no Brasil.







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