Quem sou eu

Alunos do Ensino Médio do Instituto Batista de Educação e Cultura de Maricá/RJ (IBEC); representado pelo aluno Matheus Tavares e equipe. Nossa equipe tem a responsabilidade de apresentar um trabalho de pesquisa sobre a comunidade italiana no Brasil. Uma bela história da colonização deste povo tão rico culturalmente será apresentada em nosso blog. Esperamos que gostem e que nossos professores aprovem nos dando dez !

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terça-feira, 26 de abril de 2011

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Os italianos nas cidades brasileiras

Estabelecimento comercial de imigrantesitalianos na cidade de JequiéBahia, ano de1930.
Embora a imigração italiana no Brasil fosse quase que exclusivamente rural, com o passar do tempo, muitos dos imigrantes começaram a sair das zonas rurais. Nas fazendas de café, a situação de semi-escravidão culminou, em 1902, num decreto do governo italiano proibindo a imigração subsidiada para o Brasil. Muitos imigrantes voltaram para a Itália, enquanto muitos se instalaram nos centros urbanos brasileiros. O imigrante italiano no meio urbano brasileiro foi de extrema importância, participando ativamente no desenvolvimento do comércio e de atividades urbanas. Em 1901, 90% dos operários fabris de São Paulo eram italianos. Foram um dos protagonistas no desenvolvimento dos maiores centros urbanos do Brasil.[3]
Ao lado de brasileiros e de outros imigrantes, os italianos trabalharam ativamente nas fábricas que se multiplicavam pelo País. Os salários eram muito baixos, o que forçava os imigrantes a viverem amontoados em cortiços, podendo viver em uma única casa diversas famílias. Surgem, então, bairros como o Brás e o Bixiga, ainda hoje ligados ao passado operário italiano. O trabalho não era exclusivo dos homens: crianças e mulheres italianas formavam parte significativa dos trabalhadores. Com o passar do tempo, o setor terciário das cidades brasileiras cresceu e muitos imigrantes italianos deixaram as indústrias para trabalhar como artesãos autônomos, pequenos comerciantes, motoristas de ônibus e táxi, vendedores de frutas e vegetais, sapateiros, garçons de restaurante.[3] Surgiram então pessoas que se destacaram. O exemplo mais notável é de Francesco Matarazzo, criador do maior complexo industrial da América Latina do início do século XX, tendo sido um dos marcos da modernização no Brasil. Desta forma, membros da comunidade italiana passaram a compor a elite paulista: a maioria dos primeiros grandes industriais de São Paulo vinham da colônia italiana.[8]

[editar]Regiões de origem

Imigração italiana para o Brasil (1876-1920)[16]
Região de OrigemNúmero de ImigrantesRegião de OrigemNúmero de Imigrantes
Vêneto365.710Sicília44.390
Campânia166.080Piemonte40.336
Calábria113.155Puglia34.833
Lombardia105.973Marche25.074
Abruzzo-Molise93.020Lácio15.982
Toscana81.056Úmbria11.818
Emília-Romagna59.877Ligúria9.328
Basilicata52.888Sardenha6.113
Total : 1.243.633
A imigração italiana no Brasil ficou marcada por ter vindo, sobretudo, do Norte da Itália. A grande corrente migratória veio do Vêneto, no Nordeste italiano, região outrora com grandes problemas nas zonas rurais. Foi notória, porém, a presença de pessoas originárias do Centro e Sul da Itália, sobretudo no início do século XX, nas plantações de café paulistas.
O Brasil foi o único país do mundo onde a grande parte dos imigrantes italianos veio das regiões setentrionais. No restante do mundo, predominou o imigrante meridional. Os vênetos eram pequenos proprietários de terra na Itália e viam na imigração para o Brasil a possibilidade de se tornarem grandes fazendeiros. Os imigrantes do Sul da Itália, por sua vez, eram braccianti, gente muito pobre que trabalhava em terras alheias.[3] Ademais, os vênetos são mais claros que a maioria dos italianos e, em contrapartida, os meridionais são mais morenos.[17]

[editar]Os italianos nos estados brasileiros

Passaporte raro de uma família de sardos que imigrou para o Brasil, em 1896, no Vapor América, que atracaram no Porto do Rio de Janeiro, com destino ao Estado de Minas Gerais - Família Scarpa: Giovanni Battista Scarpa, Maria Luigia Canu e suas filhas, Antonietta Scarpa e Maria Scarpa, provenientes da cidade de Tissi, Província de Sassari, Sardenha.
Monumento aos imigrantes italianos em Caxias do Sul.
Brasileiros descendentes de italianos por regiões e estados[18]
RegiãoEstadoPopulação total
(milhões)
População com ascendência italiana
Quantidade
(milhões)
Porc.
Região Sudeste65,513,520%
São Paulo33,09,930%
Espírito Santo2,61,765%
Minas Gerais15,81,38%
Rio de Janeiro14,10,64%
Região Sul18,98,545%
Paraná4,93,739%
Rio Grande do Sul9,52,122%
Santa Catarina4,52,760%
Região Norte8,91,011%
Região Centro-Oeste10,40,44%
Região Nordeste42,80,20,4%
Total no Brasil15123,615,6%
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_italiana_no_Brasil

CANÇÃO DOS ITALIANOS

Canção dos imigrantes toscanos

"Itália bela, mostra-te gentil
e os filhos teus não a abandonarão
senão eles vão todos para o Brasil
e não se lembram mais de voltar
ainda aqui haveria trabalho
sem ter que emigrar para a América
o século presente está nos deixando
e o novecentos se aproxima
eles têm a fome pintada na cara
e para saciá-los não existe a medicina
a cada momento escutamos dizer:
e vou para lá onde tem a colheita do café".

Canção dos imigrantes
(Final do século XIX)
Ficheiro:Italiani.JPG
Canção dos imigrantes vênetos

"América América
lá se vive que
é uma maravilha
vamos ao Brasil
com toda a família
América América
se ouve cantar
vamos ao Brasil
Brasil a povoar"

Canção dos imigrantes
(Final do século XIX)

Brasil, destino dos Italianos


Para compreender a imigração italiana no Brasil, é necessário analisar os aspectos do país durante o século XIX. Na primeira metade deste século, a Grã-Bretanhasuperpotência da época, pressionou fortemente o Brasil para acabar com o tráfico negreiro que supria as necessidades de mão-de-obra com a importação de escravos da África. A Lei Eusébio de Queirós proibiu o tráfico negreiro em 1850 e, a partir deste momento, começou a falta de mão-de-obra nas zonas em que se expandia a cultura cafeeira. Isto foi limitadamente resolvido com a importação de escravos da Região Nordeste.

Nesta época, surgiu no Oeste Paulista um grupo de fazendeiros que, premido pela falta de mão-de-obra escrava, defendeu o uso da mão-de-obra livre nas plantações de café, opondo-se politicamente aos fazendeiros do Vale do Paraíba, donos de grandes plantéis de escravos. A nação brasileira passou então por um período de fermentação das idéias abolicionistas. Novas leis, como a Lei do Ventre Livre (1871) e a Lei dos Sexagenários (1885) anunciavam o fim próximo da escravidão. Ao mesmo tempo, a população escrava envelhecia durante a segunda metade do século XIX sem que a reprodução natural da população fosse suficiente para suprir a necessidade de mão-de-obra nas lavouras que se expandiam ou para colonizar as terras ainda inexploradas no sul do Brasil. É comum afirmar-se erroneamente que a libertação dosescravos em 1888 desencadeou a falta de mão-de-obra nas lavouras quando os escravos libertos saíram das fazendas para as grandes cidades. Isto aconteceu em pequena escala, e somente no Vale do Paraíba onde a lavoura cafeeira estava em franca decadência de produção. Enquanto isto, na então província de São Paulo, as plantações de café prosperava e necessitavam cada vez mais de mão-de-obra em quantidade muito superior à existente.
Navio com italianos no porto de Santos(1907).
Enquanto isso, a Itália passava pelas guerras pela Unificação Italiana. Após o fim destas, a economia italiana se encontrava debilitada, associada a problemas de alta taxa demográfica e desempregos. Os Estados Unidos (maior receptor de imigrantes) passaram a criar barreiras para a entrada de estrangeiros. Tais fatores levaram, a partir da década de 1870, ao início da maciça imigração de italianos para o Brasil.[8]
No final do século XIX e início do século XX, as ideias de darwinismo social e eugenia racial tiveram grande prestígio no pensamento científico mundial. Na medida em estas ideias eram aceitas e divulgadas pela comunidade científica nacional, o imaginário social e político brasileiro passou a considerar que os brasileiros eram incapazes de desenvolver o país por serem, em sua grande maioria, negros e mestiços.[9][10] A política de imigração passou então a ser planejada não apenas com o propósito de suprir a mão-de-obra necessária ou de colonizar territórios pouco ocupados, mas também para "branquear" a população brasileira. Neste projeto social, negros e mestiços iriam paulatinamente desaparecer da população brasileira por meio da miscigenação com as populações de imigrantes europeus.
Neste contexto, o imigrante italiano era considerado um dos melhores, pois além de ser branco, também era católico. Deste modo, sua assimilação seria fácil na sociedade brasileira e ele colaboraria para o "branqueamento" da população em geral.
Deve-se ressaltar não foi apenas o Brasil que implantou políticas de imigração que privilegiavam os grupos de imigrantes conforme as características racias ou religiosas desejadas. Vários países do mundo preferiam até mesmo o imigrante do norte da Europa em vez dos que vinham do sul.
A imigração italiana para o Brasil atingiu seu ápice no final do século XIX. Porém, por volta de 1900, aparecem na imprensa italiana notícias de péssimas condições de vida de emigrantes italianos que não podiam abandonar as fazendas de café onde trabalhavam, pois tinham dívidas principalmente relativas ao pagamento dos custos de suas viagens. Isto faz com que, em 1902, o governo da Itália emita o decreto Prinetti proibindo a imigração subsidiada de cidadãos italianos para o Brasil. O fluxo de imigrantes diminui bruscamente já que, a partir de então, cada cidadão italiano que quisesse emigrar para o Brasil deveria ter dinheiro para pagar a própria passagem.
Imigração italiana para o Brasil por períodos [11]
Período1884-18931894-19031904-19131914-19231924-19331934-19441945-19491950-19541955-1959Total
Quantidade510.533537.784196.52186.32070.177N/D15.31259.78531.2631.507.695
FONTE : http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_italiana_no_Brasil